Nem sempre fomos os players subsea que estampam mais de 160 estruturas entregues para operações offshore de alta complexidade. Antes de existir Manifold, PLET ou jumper com o nome Delp gravado, existiu o Ciclone.
Em 2000, a Delp venceu uma licitação da Petrobras para fabricar o Ciclone, equipamento que fica dentro do reator de craqueamento (FCC) e faz o despoeiramento de poeira e gás durante a primeira separação do óleo cru. O primeiro projeto foi entregue na Refinaria Gabriel Passos, em Minas Gerais. Era terra firme, mas foi o passaporte que abriu a porta da Delp para dentro da indústria de petróleo.
A virada real veio dez anos depois. Em 2010, a convite de um parceiro internacional de engenharia, a Delp fabricou o primeiro Manifold para um projeto da TechnipFMC, componente crítico de um sistema FPSO, responsável por fazer a manobra entre os fluxos de entrada e os canais de saída da extração. Foi esse projeto que colocou a Delp no mapa como uma das lideranças do mercado subsea no Brasil.
De lá para aqui, o que era um único Manifold se tornou um portfólio que vai de manifolds a PLETs, PLEMs, árvores de natal e jumpers, todos passando por fabricação, soldagem de spools complexos e validação final via FAT e SIT. Hoje são mais de 160 estruturas de grande porte entregues para operações offshore de alta complexidade, atendendo campos profundos e ultraprofundos no Brasil, nos EUA e na Guiana.
De um equipamento de refinaria em Minas Gerais a estruturas críticas no fundo do mar. Essa é a distância que a Delp Subsea percorreu, e é essa distância que sustenta o que ela é hoje: não um fornecedor pontual, mas um bastião da engenharia offshore.

